Terreno abandonado é motivo de reclamações

25 fev

Cintía Ramalho,

Samara Nogueira,

4º e 3º Períodos   

Há mais de 30 anos uma das maiores preocupações dos moradores da Rua Edson Paes, localizada no Bairro Dom Bosco, Região Noroeste de Belo Horizonte, é a existência de um lote abandonado. Situado em uma área de declínio que vai da Rua Edson Paes até a Rua  Zoroastro de Souza, o lote tem sido utilizado pela população como bota-fora, moradia e esconderijo de marginais. Rosana Pereira, moradora do bairro há um ano afirma que um dos seus maiores medos é do lote desmoronar com as chuvas de fim de ano, já que sua casa esta localizada em cima dele. “Tenho muito medo do barracão ceder com essa chuva. Eu morro de medo”, afirma.
    Os problemas com o desmoronamento começaram a acontecer, de acordo com Paulo Antônio Reis, morador da Rua Edson Paes há 42 anos, com a duplicação do Anel Rodoviário, na década de 80. Assim, a água que escorria da rodovia tinha o terreno no final da rua como destino, o que ocasionou o desmoronamento de parte do lote.
    Na parte que desmoronou estava localizada uma pracinha, que acabou sendo destruída quando o lote caiu. “Por causa dos problemas da erosão a pracinha acabou. O poste que iluminava a pracinha teve que ser retirado para não cair também”, conta Paulo. Das duas ruas ocupadas pelo lote, a Rua Zoroastro de Souza é a que mais sofre com o desmoronamento, já que se localiza na parte de baixo do terreno.
    Para tentar resolver a questão, o morador Aloísio Gomes de Faria denunciou, em 1990, a situação na seção ‘Alô, Alô’ do extinto Jornal da Tarde. “Eu fiz essa reclamação duas vezes no Diário da Tarde, mas não adiantou nada”, afirma ele. Além disso, em 1998, Aloísio encaminhou um abaixo assinado para a prefeitura, pedindo a construção de um sistema de capitação de água fluvial para amenizar o problema da erosão. O sistema de capitação não foi obtido, porém, a prefeitura construiu um quebra-mola no princípio da rua, o que melhorou a situação, mas não deu fim a ela.
    Outros moradores também tentam achar soluções para minimizar os impactos causados pela erosão, como é o caso de Florentina Lana, 63 anos, que mora ao lado do lote e é dona de parte do terreno. Florentina colocou pneus e plantou árvores em parte do terreno para evitar um novo deslizamento.
    Além do perigo de desmoronamento, problemas com pessoas que utilizam o terreno abandonado para usar drogas, manter relações sexuais e até mesmo se esconder da polícia geram incômodo e insegurança aos moradores da Rua Edson Paes. O terreno, por estar abandonado, também é usado como depósito de lixo, o que colabora para a proliferação de doenças como leishmaniose. “O foco [de leishmaniose] é muito grande aqui no Bairro Dom Bosco”, conta Paulo Antônio.
    Procurada pela equipe do Jornal MARCO, Atená Maria de Oliveira, assessora de comunicação da prefeitura, afirmou que o lote tem um dono, porém seu nome não pode ser revelado. Ela esclareceu que o proprietário receberá uma notificação exigindo a limpeza do lote e, caso esta não seja cumprida em 30 dias, ele será multado em R$ 500. Ainda de acordo com a assessora, se o proprietário não der nenhuma satisfação sobre a situação, a SLU vai ao local e realiza a limpeza, porém os custos do serviço ficam em responsabilidade do dono.

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